Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.18/4729
Título: Ocorrência de patulina em amostras de fruta durante o processamento industrial
Autor: Martins, Carla
Santos, T.
Silva, Inês
Pinheiro, C.
Alvito, Paula
Palavras-chave: Segurança Alimentar
Toxicologia
Avaliação de Risco
Saúde Humana
Data: Mar-2017
Resumo: A patulina é uma micotoxina produzida por fungos dos géneros Aspergillus e Penicillium. Esta toxina pode contaminar diversos tipos de fruta, nomeadamente maçãs e produtos derivados podendo estar associada à ocorrência de efeitos mutagénicos, genotóxicos, imunossupressores, imunotóxicos, neurotóxicos, e eventualmente carcinogénicos. Por essa razão é fundamental o controlo da ocorrência de patulina nos géneros alimentícios mais suscetíveis. O presente estudo teve como objetivo avaliar os teores de patulina em amostras de fruta e polpa, colhidas em 2011 e 2013, ao longo de diferentes fases de processamento industrial. As amostras analisadas foram cedidas pela empresa Sumol+Compal e incluíram fruta e polpa utilizadas no fabrico de sumos. Foram analisadas 50 amostras: 10 de ameixa, 16 de pêssego, 12 de pera e 12 de maçã. De cada tipo de fruta foram recolhidas amostras após as diferentes fases de processamento: descarga da fruta, 1ª e 2ª lavagem da fruta e enchimento (polpa). Para cada fruta foram recolhidos três lotes (sendo um lote equivalente a uma colheita individual aleatória nas diferentes fases de processamento) com exceção do pêssego em que se efetuaram cinco colheitas. A determinação analítica foi efetuada através de uma metodologia de extração em fase sólida com análise por cromatografia líquida de alta eficiência e deteção ultravioleta (SPE-HPLC-UV). As amostras de pera e maçã apresentaram os teores de contaminação mais elevados, detetados na fase de descarga da fruta (18 μg.Kg-1) e na fase de enchimento (40 μg.Kg1), respetivamente. Estes resultados são inferiores ao limite máximo legislado (50 μg.Kg-1) para sumos de frutos, sumos de frutos concentrados reconstituídos e néctares de frutos; não existem no entanto limites máximos legislados para amostras de fruta e polpa. Os dados do presente estudo alertam para a necessidade de monitorizar a ocorrência de contaminantes ao longo das várias etapas de processamento industrial como forma de obter alimentos seguros, contribuindo assim para a proteção da saúde dos consumidores. Estes foram os primeiros estudos efetuados em Portugal sobre a ocorrência de patulina em diferentes frutas colhidas ao longo do processamento industrial.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/4729
Aparece nas colecções:DAN - Posters/abstracts em congressos nacionais



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