Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.18/4724
Título: Desigualdades socioeconómicas na autorreporte incorreto de hipertensão arterial em Portugal: resultados do 1º Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF)
Autor: Kislaya, Irina
Rodrigues, Ana Paula
Barreto, Marta
Gaio, Vânia
Antunes, Liliana
Namorado, Sónia
Gil, Ana Paula
Nunes, Baltazar
Dias, Carlos Matias
Palavras-chave: Estados de Saúde e de Doença
Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico
Hipertensão
Prevalência
INSEF
Portugal
Data: 17-Fev-2017
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Resumo: Introdução: Os indicadores de estado de saúde podem ser obtidos através de inquéritos a amostras probabilísticas da população, utilizando dados autorreportados ou objetivamente medidos. Este estudo tem como objetivo comparar a prevalência de hipertensão arterial autorreportada com a prevalência baseada na medição direta da tensão arterial, de forma a identificar os fatores associados ao autorreporte incorreto de hipertensão. Métodos: O Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF) foi realizado em 2015 numa amostra representativa da população Portuguesa com idade entre os 25 e os 74 anos (n=4911). O INSEF incluiu a medição da tensão arterial, a colheita de sangue e um questionário geral de saúde aplicado por entrevista. A tensão arterial foi medida 3 vezes no braço direito com 1 minuto de intervalo entre as medições. Foram definidos como hipertensos os indivíduos cuja tensão arterial sistólica média fosse igual ou superior a 140 mmHg ou a tensão arterial diastólica média fosse igual ou superior a 90mmHg, ou que reportaram estar a tomar medicação antihipertensora nas 2 semanas anteriores à entrevista. Os dados autorreportados sobre diagnóstico médico da hipertensão, obtidos através do questionário, foram utilizados para estimar a prevalência de hipertensão autorreportada. A regressão logística foi utilizada para estimar odds ratios (OR) de autorreporte incorreto de hipertensão de acordo com sexo, idade, nivel de escolaridade e consulta com um médico de família nos últimos 12 meses. Resultados: A prevalência de hipertensão baseada nas medições diretas foi de 36,0% [IC95%: 34,3-37,7], enquanto a prevalência de hipertensão diagnosticada autorreportada foi de 25,7% [IC95%: 23,9-27,5]. Dos indivíduos com hipertensão baseada na medição direta, 69,8% [IC95%: 64,8-74,3] conheciam a sua condição de saúde. O relato incorreto de hipertensão estava associado ao sexo masculino (OR = 2,0, [IC95%: 1,5-2,8]), idade entre os 45 e os 54 anos (OR = 1.5, [IC95%: 1,0-2,2]), não consultar um médico de família nos últimos 12 meses (OR=1.4, [IC95%:1,0-1,8]) e baixos níveis de escolaridade (OR = 2,0 [IC95%: 1,3-3,0], OR = 1,6 [IC95%: 1,2-2,3], para o 1 ciclo do ensino básico e o 2 ou 3 ciclo do ensino básico, respetivamente). Conclusões: Os dados autorreportados subestimam a prevalência de hipertensão arterial. A idade, o sexo, o nível de escolaridade e as consultas de medicina geral e familiar foram identificados como sendo fatores associados ao autorreporte incorreto de hipertensão.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/4724
Aparece nas colecções:DEP - Apresentações orais em encontros nacionais

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
INSEF_HTA_CNSP 5.pdf625,47 kBAdobe PDFVer/Abrir    Acesso Restrito. Solicitar cópia ao autor!


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.