Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.18/3593
Título: Evolução da taxa de incidência de depressão e do desemprego em Portugal entre 1995-2013: dados da Rede Médicos-Sentinela
Autor: Rodrigues, Ana Paula
Sousa-Uva, Mafalda
Fonseca, Rita
Marques, Sara
Pina, Nuno
Dias, Carlos Matias
Palavras-chave: Rede Médicos-Sentinela
Determinantes da Saúde e da Doença
Estados de Saúde e de Doença
Saúde Mental
Depressão
Data: 23-Out-2015
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Resumo: Introdução: O desemprego tem sido associado a alterações negativas do estado de saúde dos indivíduos e à adoção de estilos de vida menos saudáveis. Apesar desta associação ter sido amplamente estudada, a Organização Mundial de Saúde refere que o desafio atual passa por conhecer e monitorizar o impacte que da crise económica e social na saúde das populações de cada país, de modo a identificar os grupos mais suscetíveis durante os períodos de crise. Estudos anteriores revelam um maior risco de depressão no sexo masculino em épocas de crise. Partindo desta hipótese, este estudo pretende quantificar, para ambos os sexos, a correlação entre a taxa de incidência de depressão e a taxa de desemprego, em Portugal, entre 1995 e 2013. Material e métodos: Foi desenvolvido um estudo ecológico no qual se correlacionou a evolução das taxas de incidência de depressão estimadas pela Rede Médicos Sentinela e as taxas de desemprego anuais disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Estatística em publicações oficiais. Resultados: Observou-se uma correlação positiva entre taxa de incidência de depressão e taxa de desemprego em Portugal, sendo esta apenas significativa para o sexo masculino (R2= 0,83, p = 0,04). Estimou-se para este sexo um aumento de 37 novos casos de depressão por 100.000 habitantes por cada 1 % de aumento da taxa de desemprego entre 1995 e 2013. Conclusão: Embora o desenho do estudo não permita o estabelecimento de uma relação causal entre desemprego e depressão, os resultados obtidos apontam para o facto de que a evolução do desemprego em Portugal poderá ter tido um impacto não desprezável no nível de saúde mental dos portugueses, em especial no sexo masculino. Tais resultados sugerem a necessidade de reforçar a monitorização deste problema de saúde na população Portuguesa, de modo a ajustar as estratégias de prevenção aos grupos mais vulneráveis.
Peer review: no
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/3593
Aparece nas colecções:DEP - Apresentações orais em encontros nacionais

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