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Título: O Haemophilus influenzae não capsulado como agente responsável por conjuntivites em crianças
Autor: Bajanca-Lavado, Paula
Betencourt, Célia
Cristóvão, Paula
Grupo de Estudo GEMVSA
Palavras-chave: Haemophilus influenzae
Conjuntivites
Resistência aos antibióticos
Serótipos
Infecções respiratórias
Pediatria
Issue Date: 6-Oct-2011
Resumo: Introdução: A conjuntivite aguda a Haemophilus influenzae (Hi) não capsulado (NC) é uma das infecções oculares mais comuns, especialmente em crianças menores de 1 ano. O objectivo deste trabalho é a caracterização fenotípica e genotípica das estirpes isoladas após a implementação da vacina para o Hi serótipo b (Hib) no Plano Nacional de Vacinação (PNV). Métodos: Foram caracterizadas 514 estirpes de Hi isoladas de crianças com conjuntivite. As estirpes foram coleccionadas entre Janeiro de 2001 e Maio de 2011 de diversos Laboratórios Hospitalares geograficamente dispersos em Portugal e que fazem parte do Grupo de Estudo Multicêntrico de Vigilância da Susceptibilidade aos Antibióticos (GEMVSA). A produção de β-lactamase foi pesquisada com nitrocefin. A determinação da concentração inibitória mínima (CIM, mg/L) foi realizada pelo método de microdiluição em placa e analisada de acordo com os “breakpoints” estabelecidos pelo CLSI. Foi efectuada a pesquisa de cápsula e caracterizado o serótipo capsular (a a f) por Polymerase Chain Reaction. Resultados: Sessenta e nove estirpes (13,4%) eram resistentes à ampicilina por produção de beta-lactamase. No grupo de estirpes não produtoras de β-lactamase detectaram-se 18 estirpes (4%) com diminuição da susceptibilidade à ampicilina (CIM ≥2 mg/L). Estas estirpes designam-se por BLNAR (β-lactamase negativas e resistentes à ampicilina). O Trimetoprim/Sulfametoxasol (SXT) foi o antibiótico que apresentou a percentagem de resistência mais elevada, com 27,8% das estirpes (143/514). Em relação ao serótipo capsular, 510 das 514 estirpes (99,2%) foram caracterizadas como NC. Conclusões: Neste estudo verificámos que as estirpes isoladas de crianças com conjuntivite têm um maior nível de resistência à ampicilina, por produção de β-lactamase (13,4%), quando comparadas com a totalidade das estirpes isoladas de todas as infecções e de todas as idades, coleccionadas nos mesmos anos de estudo (média de 10%, entre 2001 e 2010). Gostaríamos de salientar a importância da crescente caracterização de estirpes de fenótipo BLNAR. Demonstramos, ainda, a importância do HiNC como agente responsável pela conjuntivite em crianças. Estudos desta natureza, que permitam seguir a epidemiologia da infecção a Hi no período pós introdução da vacina no PNV, devem ser incentivados. A sua contribuição para o estabelecimento de uma terapia empírica eficaz representa ganhos em Saúde Pública.
Descrição: Resumo da apresentação oral (comunicação oral nº 14) publicado na Revista "Acta Pediátrica Portuguesa"(Vol 42, nº 5 Setembro/Outubro 2011 Suplemento I. Páginas S17-S18), apresentado no Congresso Nacional de Pediatria.
Arbitragem científica: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/343
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