Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.18/2905
Título: Vigilância laboratorial e epidemiológica da infeção a Haemophilus influenzae, após a introdução da vacina para o H. influenzae serotipo b no Programa Nacional de Vacinação: apresentação de estudos realizados no INSA, 1989-2013
Autor: Bajanca-Lavado, Maria Paula
Palavras-chave: Haemophilus Influenzae
Serotipos
Resistência aos Antimicrobianos
Genotipagem
Data: 22-Abr-2013
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Resumo: O Haemophilus influenzae (H. influenzae) é um microrganismo Gram negativo cujo nicho ecológico é o trato respiratório humano. Enquanto a maior parte da população de H. influenzae existe como agente colonizador da nasofaringe, ainda continua a ser, globalmente, um patogénico com significado na clínica. É responsável por tanto por infeções localizadas das mucosas, como é o caso da otite média, ou da conjuntivite, e ainda por infeções invasivas graves como a meningite e a septicemia, principalmente nas crianças (Turk, 1984; Tristram, 2007). A presença ou ausência de cápsula tem sido associada à maior ou menor virulência das estirpes. As estirpes responsáveis por infeções invasivas possuem cápsula, ao contrário da maior parte das estirpes isoladas de outras infeções ou de pessoas saudáveis. Estas estirpes foram agrupadas em seis serotipos, designados de a-f. As estirpes capsuladas, nomeadamente as de serotipo b (Hib) eram, até à introdução da vacina conjugada, responsáveis pela maior parte dos casos de infeção invasiva (Peltola, 2000). A vacina para o Hib, licenciada em Portugal em 1994 e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV) no ano 2000 para administração a crianças até aos 5 anos de idade, resultou na eliminação da quase totalidade das infeções invasivas por este serotipo nas populações onde a vacinação foi implementada (Wenger, 1998; Bajanca et al., 2004). Contudo, esta vacina não protege contra a infeção invasiva por estirpes não capsuladas (NC) ou de serotipos não b sendo, atualmente, as estirpes NC as responsáveis pela maior parte destas infeções (Ladhani et al., 2010; Ulanova & Tsang, 2009). A vacinação tem também impacto na ecologia da colonização do trato respiratório, assim como nos perfis de resistência aos antibióticos. Desde 1989 que, primeiro no Laboratório de Resistência aos Antibióticos e, mais recentemente, no Laboratório Nacional de Referência de Infeções Respiratórias a agentes bacterianos, se têm realizado estudos em infeções por H. influenzae, nas várias vertentes, desde a vigilância epidemiológica, à referência e investigação. Até ao momento contamos com uma coleção de quase 13000 isolados clínicos. As estirpes têm sido isoladas de pacientes de qualquer idade e com todo o tipo de infeção, de vários Hospitais geograficamente distribuídos em Portugal. A infeção invasiva, por ser a mais grave é a que mais nos tem preocupado. Relativamente a esta infeção nas crianças colaboramos com a Sociedade Portuguesa de Pediatria, de modo a que nos sejam enviadas as estirpes responsáveis por todos os casos, acompanhadas de dados clínicos. Os estudos de investigação são realizados com as estirpes da nossa coleção e, nesta área, colaboramos com Laboratórios de Investigação a nível Nacional e Internacional. A metodologia utilizada para estudar este microrganismo, é diversificada, passando desde técnicas fenotípicas para caraterizar as estirpes ou estudar a susceptibilidade aos antibióticos, até técnicas de biologia molecular, para estudos genotípicos. Para além destas, e com o objetivo de estudar a clonalidade e disseminação das estirpes, utilizamos ainda duas técnicas de tipagem molecular: Pulsed-Field-Gel-Electrophoresis (PFGE) (Campos et al., 2004) e Multilocus Sequencing Type (MLST) (Meats et al, 2003). Nesta palestra pretende-se apresentar resultados de alguns estudos, tanto de vigilância epidemiológica, como de investigação, que se têm realizado no nosso laboratório, e que demonstram a alteração na epidemiologia da infeção a H. influenzae após a introdução da vacina, em Portugal (Bajanca et al, 2004; Barbosa et al, 2011; Calado et al, 2011). Referências Bibliográficas: - Bajanca P, Caniça M, & the Multicenter Study Group. J Clin Microbiol 2004; 42:807-10. - Barbosa R, Giufrè M, Cerquetti M, & Bajanca-Lavado, P. J Antimicrob Chemother 2011; 66:788-96. - Calado R, Betencourt C, Gonçalves H, Cristino N, Calhau P & Bajanca-Lavado, P. Diagn Microbiol Infect Dis 2011; 69:111-13. - Campos J, Hernando M, Román F, Pérez-Vazquez M, Aracil B, Oteo J et al, J Clin Microbiol 2004; 42:524-9. - Ladhani S, Slack M, Heath P, von Gottberg A, Chandra M. Ramsay M & EUIBIS participants. Emerg Infect Dis 2010; 16:455-63. - Meats E, Feil EJ, Stringer S, Cody AJ, Goldstein R, Kroll JS, et al, J Clin Microbiol 2003; 41: 1623-1636. - Peltola H. Clin Microbiol Rev 2000; 13:302-17. - Tristam S, Jacobs M & Appelbaum P. Clin Microbiol Rev 2007; 20:368-89. - Turk, D. J Med Microbiol; 1984; 18:1-16. - Ulanova M, Tsang R. Infect Genet Evol 2009; 9:594-605. - Wenger D. Pediatrr Infect Dis J 1998; 17 (Suppl.9):S132-36.
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/2905
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