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Título: Contributo da variação genética da haptoglobina para a presença de hiperhomocisteinémia em diabéticos do tipo 2 com e sem angiopatia
Autor: Valente, A.
Garcia, A.
Bicho, M.
Gonçalves, C.
Duarte, R.
Raposo, J.F.
Costa, H.S.
Palavras-chave: Nutrição Aplicada
Diabetes do tipo 2
Hiperhomocisteinémia
Hipercisteinémia
Data: Mai-2014
Resumo: INTRODUÇÃO: O polimorfismo genético da haptoglobina tem sido associado com diversos factores de risco cardiovascular, porém a existência de uma associação entre os genótipos 2-1 e 2-2 e o aumento dos níveis plasmáticos de homocisteína e cisteína é ainda desconhecida. OBJECTIVO: Avaliar o contributo do polimorfismo da haptoglobina para a presença de hiperhomocisteinémia e hipercisteinémia, bem como, para os níveis de vitaminas envolvidas no metabolismo da homocisteína em diabéticos do tipo 2 com e sem angiopatia. MÉTODOS: Estudo do tipo caso-controlo em 300 adultos Portugueses de ambos os géneros com idades entre 40-75 anos. Foram constituídos três grupos: grupo I - 75 diabéticos do tipo 2 com angiopatia; grupo II - 75 diabéticos do tipo 2 sem angiopatia, grupo III - 150 não diabéticos. Os níveis plasmáticos de homocisteína, cisteína e vitamina B6 foram medidos por Cromatografia Líquida de Elevada Resolução. As concentrações séricas de ácido fólico e vitamina B12 foram determinadas pelo método de electroquimioluminescência. Os polimorfismos genéticos da haptoglobina foram identificados por electroforese em gel de poliacrilamida e coloração com peroxidase. A análise estatística foi realizada em software informático para Windows, SPSS®, versão 20.0 (SPSS INc, Chicago). RESULTADOS: A distribuição das frequências do fenótipo 1-1 para os grupo I, II e III foram respectivamente, 10,8%, 16,0% e 13,9%. O fenótipo 2-1 foi o mais prevalente em todos os grupos (I: 59,5%, II: 54,7% e III: 46,2%). O fenótipo 2-2 foi mais frequente no grupo III (39,9%) do que nos dois grupos de diabéticos (I: 29,7% e II: 29,3%). As concentrações médias de homocisteína e cisteína foram significativamente superiores nos participantes com fenotipo 2-1 em comparação com os do 2-2. Os níveis séricos médios de vitamina B12 foram estatisticamente superiores no fenótipo 2-2 em relação ao 1-1. A probabilidade de ocorrência de hiperhomocisteinémia nos diabéticos do grupo I e portadores do fenótipo 2-1 em relação aos do grupo II foi de 4,19 (p = 0,021). A probabilidade de ocorrência de hipercisteinémia (OR = 4,55; p = 0,028) no grupo I e fenótipo 2-1 foi significativamente superior em relação ao grupo II com o mesmo fenótipo. CONCLUSÃO: A presença do genótipo Hp 2-1 está associada com a predisposição para a ocorrência de hiperhomocisteinémia e hipercisteinémia nos diabéticos tipo 2 com angiopatia. Os portadores do fenótipo 2-2 da haptoglobina parecem ter uma maior activação da via da transulfuração no ciclo da homocisteína e consequente protecção para acumulação de homocisteína.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/2844
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