Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.18/2667
Título: Quedas, diferenças ao longo da idade e sexo
Autor: Rodrigues, Emanuel
Contreiras, Teresa
Palavras-chave: Quedas
Lesão
Acidentes
Lazer
Estados de Saúde e de Doença
EVITA
ADELIA
Acidentes Domesticos e de Lazer
Data: 2-Out-2014
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Resumo: A problemática relacionada com a “segurança no lar, escolas e espaços de lazer” impôs o desenvolvimento do sistema EVITA – Epidemiologia e Vigilância dos Traumatismos e Acidentes em 2000, coordenado pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge em estreita colaboração com a Administração Central dos Sistemas de Saúde e pretende, pela recolha e análise de dados sobre Acidentes Domésticos e de Lazer (ADL) que implicaram recurso às urgências de unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde, determinar frequências e tendências dos ADL. A longo prazo este sistema tem como objectivo identificar situações de risco, bem como produtos perigosos, que propiciem a ocorrência de ADL, auxiliando a definição de políticas de prevenção baseadas na evidência. O presente estudo pretende realizar uma análise descritiva dos dados recolhidos pelo sistema EVITA entre 2009 a 2012 sobre quedas, desejando que o mesmo possa ser um ponto de partida para um estudo das diferenças deste tipo de acidentes consoante o sexo e grupo etário.O sistema EVITA fundamenta-se no registo de ADL numa amostra de serviços de urgência do SNS. ADL são todos os acidentes domésticos e de lazer, registados nas urgências do SNS, cuja causa não seja doença, acidente de viação, acidente de trabalho ou violência. Para o presente estudo foram escolhidos 5 Hospitais em 2009 e 4 Hospitais em 2010, 2011 e 2012 do Serviço Nacional de Saúde. O registo dos ADL é feito aproveitando o ato administrativo de inscrição na urgência, sendo os administrativos objeto de uma formação específica. É recolhida informação sobre variáveis de caracterização demográfica: data de nascimento, sexo; caracterização do acidente: data, hora, local, atividade no momento do acidente, mecanismo da lesão, tipo de lesão, parte do corpo lesada, descrição do acidente e seguimento do sinistrado. Os dados apresentados neste relatório referem-se aos acidentes domésticos e de lazer que tiveram como mecanismo de lesão a queda. A análise dos dados é descritiva, procurando dar-se uma visão da distribuição percentual deste tipo de acidentes desagregado por grupos etários e sexo. Os dados foram analisados com o pacote estatístico SPSS 20.0 (SPSS inc.).Analisando a distribuição percentual dos acidentados por sexo e grupo etário, podemos verificar que, o “Total” dos ADL revela uma percentagem mais elevada (53,6) no sexo Masculino (M) em relação ao sexo Feminino (F) de 46,4. Esta percentagem mais elevada no sexo masculino pode, também, ser observada nos grupos etários entre os 0 e 54 anos. Por outro lado, todos os grupos etários seguintes (>= 55 anos) revelaram o oposto, ou seja, a percentagem de ADL no sexo feminino foi superior ao sexo masculino. Observando os mecanismos de lesão que mais contribuíram para o número de ADL, as quedas (68,7) destacam-se de forma pronunciada como a maior causa de ADL. A distribuição das quedas por grupo etário e sexo revela que nos grupos etários 0 a 44 anos existe uma maior percentagem de quedas no sexo masculino enquanto que nos grupos etários 45 e mais anos existe uma percentagem maior deste tipo de ocorrência no sexo feminino. Ao observarmos a percentagem de ADL por mecanismo de lesão (2º nível), os mecanismos de lesão “Queda ao mesmo nível” (32,5) e “Queda, não especificado” (28,6) revelaram as maiores percentagens de ADL. É importante ainda notar que a “Queda sobre ou de escadas” revelou-se como a quinta causa com maior percentagem de acidentes com 5,2 %. A distribuição, para os grupos etários definidos, das lesões no sexo feminino revelou percentagens mais elevadas, nos membros, seguida da cabeça e por fim o tronco. O sexo masculino revelou o mesmo padrão exceto no grupo etário 55-64 anos onde as lesões na cabeça apresentaram maior percentagem. Os resultados permitem inferir que seria importante a realização de um estudo mais aprofundado acerca das causas das diferenças de percentagens de quedas entre os sexos e grupos etários, este tipo de informação poderá ser bastante útil de forma a promover medidas preventivas mais eficazes e especificas tendo em vista as características dos indivíduos, neste caso o sexo ou o grupo etário.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/2667
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