Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.18/1497
Título: Infeção invasiva a Haemophilus influenzae em Portugal
Autor: Lavado, Paula
Palavras-chave: H. influenzae
Infecção invasiva
Infecções Respiratórias
Data: 20-Abr-2012
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Resumo: Introdução O Haemophilus influenzae (Hi) é, normalmente, responsável por infeções respiratórias e infeções invasivas graves como a meningite e a septicemia. As estirpes de serotipo b (Hib) eram, até à introdução da vacina conjugada, responsáveis pela maior parte dos casos de infeção invasiva. A vacina para o Hib foi incluída no Plano Nacional de Vacinação, em 2000, para crianças até aos 5 anos. Objetivo Caracterizar as estirpes invasivas (144 estirpes), colecionadas no DDI, INSA, de diversos Hospitais em Portugal, no período após a introdução da vacina (2002-2010) e comparar com os dados obtidos no período pré-vacinal. Métodos A caracterização do serotipo capsular foi realizada por “Polymerase Chain Reaction” (PCR). A susceptibilidade aos antibióticos foi determinada por microdiluição, para 13 antibióticos. A produção de β-lactamase foi pesquisada com nitrocefim. Amplificação de determinados genes, por PCR, e sequenciação foram técnicas utilizadas sempre que necessário. Resultados As estirpes foram isoladas de hemocultura (109), LCR (29) e líquido pleural (6); 41 foram isoladas de crianças ≤ 5 anos. Cento e onze estirpes (77%) foram caracterizadas como não capsuladas (NC), 19 serotipo b (13%) e 14 (10%) serotipo não-b (3 a, 1 d e 10 f). Quinze estirpes (10%) produziam β-lactamase. Nas estirpes não produtoras de β-lactamase detetaram-se 12 estirpes (9%) BLNAR, com diminuição de afinidade aos antibióticos β-lactâmicos e mutações no gene ftsI, que codifica a PBP3. Discussão Observamos uma alteração na epidemiologia da infeção invasiva nos dois períodos de estudo: 1989-2001 vs. 2002-2010: as estirpes NC aumentaram de 39% para 77%, contrariamente às de serotipo b que decresceram de 61% para 13%; o serotipo não-b aumentou de 1% para 10%. Destacamos uma estirpe serotipo d caracterizada pela primeira vez na Europa. Com o decréscimo das infeções a Hib verificou-se uma diminuição acentuada na resistência aos antibióticos. Assinalamos a emergência de novos mecanismos de resistência: estirpes BLNAR. Conclusão As infeções invasivas Hib foram praticamente eliminadas nas populações onde a vacina foi implementada. No entanto, esta vacina não protege contra a infeção invasiva por estirpes NC ou de serotipos não-b, o que demonstra a importância de continuar a vigilância da infeção invasiva a Hi.
Peer review: no
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/1497
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