Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.18/1406
Título: Sistema dinâmico da doença meningocócica em Portugal:caracterização e modelo de transmissão
Autor: Simões, Maria João
Orientador: Pereira, J. Moniz
Mendes, Pedro
Brum, Laura
Palavras-chave: Doença Meningocócica,
Serogrupos C e não C
Sistema Dinâmico
Simulação de Cenários
Vacina para Meningococos C
Infecções Respiratórias
Data de Defesa: Set-2012
Resumo: [PT] Neisseria meningitidis e um comensal frequente na nasofaringe humana que ocasionalmente causa doença meningocócica invasiva (DM). A DM constitui um problema de Saúde Pública devido a incidência alta em crianças, com elevadas taxas de letalidade e sequelas. A vacinação constitui uma medida de controlo. Receia-se que a introdução da vacina conjugada que apenas protege para meningococos C (MenC) origine a substituição dos serogrupos de meningococos, cenário já conhecido após vacinação de crianças com vacina conjugada para pneumococos, que e igualmente comensal da nasofaringe humana com elevada variabilidade genética. E questão desta tese saber se, depois da introdução da vacina MenC em Portugal, o nicho deixado por estirpes C vira a ser ocupado por outros serogrupos, aumentando a incidência da DM causada por serogrupos não incluídos na vacina. Respondeu-se e esta questão com a descrição da epidemiologia da DM, caracterização da doença em Portugal e desenvolvimento de um modelo, baseado na metodologia de Dinâmica de Sistemas, que traduz o comportamento dinâmico da DM. O modelo permite conhecer a importância relativa das variáveis que afectam a epidemiologia e simular cenários de evolução da doença. As características epidemiológicas (incidência e serogrupos/grupo etário, genótipos, proporção de complexos clonais hiper virulentos em estirpes invasivas, efeito da vacina MenC) revelaram-se semelhantes em Portugal e noutros países europeus. O total anual de doentes devolvido pelo modelo é sobreponível ao número de doentes na base de dados nacional. A idade, número de fumadores e capacidade de infecção/invasão das estirpes são as variáveis que mais afectam o modelo. Meningococos de serogrupos não C não ocuparam o nicho deixado pelas estirpes C depois da introdução da vacina. Contudo, a recombinação genética, base da clonalidade da população bacteriana associada a doença invasiva, ocorre continuamente, pelo que e espectável a emergência de estirpes não C, endémicas se bem adaptadas, ou epidémicas se com elevada capacidade de infecção/invasão.
[ENG] Neisseria meningitidis is a common commensal in the human nasopharynx that occasionally causes invasive meningococcal disease (MD). The MD is a public health problem due to the high incidence in children, with high rates of mortality and sequelae. Vaccination is an effective control measure. After the introduction of a conjugate vaccine that only protects for serogroup C meningococci (MenC), the replacement of meningococcal serogroups can be feared. Such scenario is already known after vaccination of children with pneumococcal conjugate vaccine, which is also a human commensal of the nasopharynx with high genetic variability. The question of this thesis is whether, after the introduction of the MenC vaccine in Portugal, the niche left by C strains will be occupied by other serogroups, increasing the incidence of MD caused by serogroups not included in the vaccine. To find an answer to this question, it was described the epidemiology of MD, characterized the disease in Portugal and developed a model based on the methodology of System Dynamics, which reflects the dynamic behavior of MD. The model shows the relative importance of variables affecting the epidemiology of MD and allows the simulation of scenarios for evolution of the disease. The epidemiological characteristics – incidence and serogroups / age group, genotypes, the proportion of hyper-virulent clonal complex in invasive strains, the effect of MenC vaccine – showed similarities in Portugal and in other European countries. The total number of patients by year returned by the model is overlapped with the number of patients in the national database. Age, number of smoking people and the ability of infection / invasion of the strains are the variables that most affect the model. Meningococci of non C serogroups did not occupy the niche left by C strains after the introduction of the vaccine. However, being the genetic recombination the base of the clonality of bacterial population associated with invasive disease, which occurs continuously, the emergence of non C strains can be expected, endemic if they are well adapted or epidemic if they have high capacity for infection / invasion.
Descrição: Tese de doutoramento, no ramo de Farmácia (Microbiologia), apresentada à Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, 2012
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/1406
Versão do Editor: http://repositorio.ul.pt/handle/10451/7453
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