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Título: Composição mineral de peixes pelágicos da costa portuguesa
Autor: Lourenço, Helena Maria
Afonso, Cláudia
Coelho, Inês
Gueifão, Sandra
Martins, Maria Fernanda
Nunes, Maria Leonor
Palavras-chave: Peixes pelágicos
Composição Mineral
ICP-MS
Food Safety
Composição dos Alimentos
Data: Set-2012
Editora: IPMA-Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Resumo: Os peixes pelágicos, como a sardinha, o carapau e, nalgumas regiões, também a cavala, fazem parte da gastronomia nacional, estando associados aos hábitos alimentares de muitos consumidores. Todavia, apesar de ser bem conhecido o teor proteico e o perfil lipídico, a sua composição mineral ainda não está suficientemente estudada. Assim, o objectivo principal deste trabalho foi o de caracterizar o perfil elementar destas espécies a fim de contribuir para a avaliação dos benefícios e perigos associados ao seu consumo. Foram utilizadas várias técnicas para realizar as análises elementares - espectrometria de absorção atómica (chama e por combustão directa), espectrometria de massa acoplada a plasma indutivo (ICP-MS) e espectrometria de absorção molecular (UV-Vis). Em regra, a distribuição dos elementos essenciais nas espécies estudadas foi semelhante. Os elementos predominantes foram potássio, fósforo, sódio, magnésio e cálcio seguidos do ferro, zinco, cobre, crómio, selénio, manganês e níquel. Os resultados obtidos indicam que as três espécies podem contribuir para satisfazer as doses diárias recomendadas de vários elementos essenciais, nomeadamente no que se refere ao fósforo, magnésio e ferro. Os níveis dos elementos não essenciais para as três espécies - arsénio, cádmio, chumbo e mercúrio (total e metilmercúrio) - foram sempre muito baixos e no caso dos três últimos, muito inferiores aos limites estabelecidos pela União Europeia. Os resultados obtidos indicam que o consumo destas espécies deve ser aconselhado pois as concentrações dos elementos essenciais são uma boa contribuição para satisfazer as doses diárias recomendadas (cerca de 60 % da dose do fósforo, 40 % da do ferro e 20 % da do magnésio). Por outro lado, com base nos teores dos contaminantes, pode afirmar-se que a ingestão de 7 refeições por semana é ainda muito inferior aos TMI/PTWI propostos pela Organização Mundial de Saúde (cádmio - 25 µg/kg de massa corporal, por mês; metilmercúrio - 1,6 µg/kg de massa corporal, por semana).
Peer review: no
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/1276
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