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Título: Características sociodemográficas dos fumadores em Portugal: análise comparativa dos Inquéritos Nacionais de Saúde (1987-2005)
Autor: Leite, Andreia
Machado, Ausenda
Dias, Carlos Matias
Palavras-chave: Determinantes da Saúde e da Doença
Consumo de Tabaco
Data: Out-2012
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Resumo: Introdução: Fumar é um importante fator de risco para várias patologias. Descrever as características dos fumadores é importante para monitorizar e planear estratégias preventivas. Pretende-se com este estudo contribuir para o conhecimento da epidemiologia do consumo de tabaco em Portugal. Metodologia: Foram usados os dados dos 4 Inquéritos Nacionais de Saúde (INS) realizados até à data – 1987, 1995, 1998 e 2005. Para cada inquérito foi ajustado um modelo de regressão logística incluindo covariáveis sociodemográficas – grau de escolaridade, ocupação e grupo profissional, região e estado civil. Os modelos foram ajustados separadamente para cada dos sexos. Resultados: Nos homens, em todos os anos, verificou-se que os desempregados [Odds Ratio (OR): 5,57 em 2005 e 8,38 em 1995], divorciados (OR: 1,75 em 2005 a 2,79 em 1987), trabalhadores não qualificados (OR: 4,07 em 2005 a 5,4 em 1998) e da região do Alentejo (OR: 1,67 em 1998 a 2,4 em 1987) apresentavam maior risco de fumar. Já relativamente ao grupo etário o grupo de maior risco foi o dos 25-34 anos para todos os inquéritos (OR: de 5,44 em 1987 a 5,94 em 1998), exceto para o de 2005 em que foi o dos 35-44 (OR: 4,69). Na escolaridade verificou-se um maior risco para os homens com 12º ano em 1987 (OR: 1,23), 9º ano em 1995 (OR: 1,18) e 6º ano nos dois últimos inquéritos (OR respetivamente de 1,34 e 1,42). Nas mulheres e em todos os INS as desempregadas [OR de 3,68 em 2005 a 5,91 em 1987] e divorciadas (OR de 2,59 em 2005 a 3,35 em 1998) apresentaram maior risco de fumar. Com a exceção de 1998 na região de Lisboa encontrou-se o maior risco de fumadoras (OR: 2,02 a 2,04). Já relativamente ao grupo etário o de maior risco foi o dos 15-24 anos para o primeiro inquérito (OR: 11,82), e o dos 25-34 anos para os seguintes (OR de 12,08 em 2005 a 17,55 em 1995). Na escolaridade destacou-se o grupo do ensino superior nos dois primeiros INS (classe de referência), o do 12º ano em 1998 (OR: 1,25) e o do 6º ano em 2005 (OR: 1,2). Os grupos profissionais em maior risco foram variáveis nos vários inquéritos. Conclusões: Os grupos potencialmente mais suscetíveis e estáveis (desempregados, divorciados) devem ser o maior enfoque das estratégias de cessação tabágica. Nas restantes características a sua evolução deve ser acompanhada, adaptando as estratégias de acordo com a sua evolução.
Peer review: no
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/1262
Aparece nas colecções:DEP - Apresentações orais em encontros nacionais

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