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Título: Factores de Risco para sibilância: resultados da Fase1 do Projecto "Ambiente e Saúde em Creches e Infantários" (ENVIRH)
Autor: Martins, Pedro
Papoila, Ana Luísa
Marques, João
Caires, Iolanda
Martins, José
Pedro, Catarina
Manilha, Maria do Carmo
Cano, Manuela
Silva, Ana Sofia
Aelenei, Daniel
Nogueira, Susana
Paixão, João Paulo
Teixeira, João Paulo
Viegas, João
Rosado-Pinto, José
Leiria-Pinto, Paula
Neuparth, Nuno
Palavras-chave: Ar e Saúde Ocupacional
Avaliação de Risco
Factores de Risco para Sibilância
Qualidade do Ar Interior
Risco de Sibilância
Infecções Respiratórias
Ventilação
Data: Out-2011
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Resumo: Muitas crianças com idade inferior a 6 anos apresentam sibilância no decurso de infecções respiratórias. O projecto ENVIRH tem como parte integrante dos seus objectivos identificar factores de risco para sibilância relacionados com as características construtivas / qualidade do ar interior das creches e infantários. Métodos: No âmbito do Projecto ENVIRH foram seleccionadas aleatoriamente 46 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) das cidades de Lisboa e Porto, estratificadas por freguesia e número de alunos. As escolas seleccionadas corresponderam a metade das IPSS destas duas cidades. Em Outubro de 2010 foi entregue aos pais de todas as crianças uma versão resumida do questionário do estudo ISAAC (n=5161). Efectuou-se no mesmo período uma avaliação sumária das características construtivas e da qualidade do ar de todas as escolas participantes. Para a análise dos dados foram utilizadas Equações de Estimação Generalizadas (GEE), de forma considerar a estrutura de correlação dos indivíduos de cada IPSS. Resultados: Foram devolvidos 3185 questionários. A idade média foi de 3.1 ± 1.5 anos, sendo 50.5% do sexo masculino. A prevalência reportada de sibilância nos 12 meses anteriores foi de 27.5% (IC 95%: 25.9% - 29.0%). Das diversas varáveis consideradas - idade, sexo, escolaridade dos pais, tabagismo passivo, existência de irmãos mais velhos, antecedentes de eczema na criança, antecedentes de asma ou rinite nos pais, idade e área da IPSS, número de alunos, existência de bolores na instituição, temperatura, humidade relativa e concentração de CO2 médias do ar interior durante o período de ocupação - somente persistiram significativas na análise multivariável (p<0.05) a idade (OR: 0.74; IC 95: 0.70 - 0.78; p<0.001), antecedentes de eczema (OR: 1.35; IC 95: 1.14 - 1.60; p<0.001), e antecedentes de asma ou rinite nos pais (OR: 1.99; IC 95: 1.67 - 2.38; p<0.001). Um aumento médio de 100 ppm de CO2 também se associou com sibilância nos 12 meses anteriores (OR: 1.02; IC 95: 1.01 - 1.03; p=0.008). Conclusão: Tratando-se a concentração de CO2 um marcador indirecto da ventilação e da qualidade do ar interior, os resultados alcançados sugerem a necessidade de introduzir melhorias nestes parâmetros, ao nível das creches e infantários, dado existir uma associação muito significativa das concentrações de CO2 com sibilância.
Peer review: no
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/1142
Aparece nas colecções:DSA - Apresentações orais em encontros nacionais

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